Semanal18/03/20265 min de leitura

Crescimento de 2,3% confirmado, investimento imobiliário sobe 17%, Lisboa entre as top 5 europeias, e wellness premium emerge como novo ativo de lifestyle

Nesta edição: Oxford Economics confirma crescimento de 2,3% para Portugal em 2026 apesar de abrandamento no Q1; CBRE projeta crescimento de 17% no investimento imobiliário com Lisboa como destino de capital internacional; preços prime em Lisboa crescem 4% a 5,9% em 2026, posicionando a capital entre as cinco cidades europeias com maior valorização; e wellness premium integrado com experiências enológicas no Douro emerge como novo ativo de lifestyle para residentes high-ticket em Portugal.

Estabilidade

Economia portuguesa abrandará no Q1 2026, mas Oxford Economics mantém projeção de 2,3% para o ano inteiro com PRR e emprego em máximos

A Oxford Economics confirmou em 11 de fevereiro de 2026 que a economia portuguesa deverá crescer 2,3% em 2026, acima da média da zona euro, apesar de um abrandamento esperado no primeiro trimestre. O crescimento será impulsionado pela execução continuada do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com desembolsos previstos de €3,2 mil milhões em 2026, e pelo mercado de trabalho em máximos históricos, com desemprego em torno de 6,0% e criação de emprego acelerada. Contudo, economistas ouvidos pelo Expresso (12 de março de 2026) alertam para pressões externas: tempestades severas no início de 2026 e tensões geopolíticas no Médio Oriente impactaram o turismo e a confiança no arranque do ano, criando um cenário de "algum crescimento" vs. "quase estagnação" conforme o contexto externo. O Banco de Portugal mantém a sua projeção de 2,3% para 2026 e reafirma que a inflação permanecerá controlada em torno de 2,0%.

Por que importa

O abrandamento no Q1 é esperado e contextualizado; a manutenção da projeção de 2,3% para o ano inteiro reforça a previsibilidade macroeconómica. Para o investidor brasileiro, isto significa que o quadro de crescimento acima da média europeia e inflação controlada permanece válido — apesar da volatilidade trimestral. O PRR continua a ser um motor de investimento público e confiança institucional.

Oportunidade

CBRE Portugal projeta crescimento de 17% no investimento imobiliário em 2026 e reforça Lisboa como destino de capital internacional

A consultora CBRE Portugal publicou em 23 de janeiro de 2026 as suas perspetivas para o mercado imobiliário português em 2026, projetando um crescimento de 17% no volume de investimento face a 2025, com ocupação comercial em máximos históricos. O relatório destaca que a economia portuguesa continua sólida e resiliente, com redução consistente da dívida pública e credibilidade financeira reforçada — fatores que atraem capital institucional internacional. Em paralelo, a SuperCasa (6 de março de 2026) confirma que o investimento imobiliário em Portugal retoma força em 2026, com particular destaque para o segmento residencial de luxo e para os fundos de investimento imobiliário (REIT) que reforçam a sua presença no mercado. O volume de transações comerciais deverá aproximar-se dos €3,5 mil milhões em 2026, com Lisboa a consolidar-se como destino de capital europeu de referência para investimento de longo prazo.

Por que importa

A projeção de crescimento de 17% no investimento imobiliário, combinada com ocupação comercial em máximos, sinaliza uma janela de alocação favorável para capital conservador em ativos prime. A reafirmação de Lisboa como destino de capital europeu reforça a liquidez e a previsibilidade de saída para investimentos de médio e longo prazo. Para o investidor brasileiro, isto traduz-se em maior fluidez transacional e menor prémio de risco.

Imobiliário

Lisboa entre as cinco cidades europeias com maior crescimento de preços prime em 2026; Cascais e Algarve consolidam-se como polos de luxo discreto

Segundo análise de idealista/news (2 de março de 2026), Lisboa registou uma alta de 4,4% no último ano e deverá crescer entre 4% e 5,9% em 2026 num cenário equilibrado. A capital portuguesa posiciona-se entre as cinco cidades europeias com maior crescimento de preços prime, ao lado de Madrid, Barcelona, Amesterdão e Berlim. Em paralelo, Cascais consolida-se como polo de residências de ultra-luxo (acima de €3 milhões), com oferta crescente de propriedades com vista para o Tejo e acesso a clubes privados costeiros. O Algarve reafirma-se como destino de investimento para quem procura qualidade de vida e rendimento de arrendamento turístico, com preços ainda 20% abaixo de Lisboa. A The Portugal News (13 de março de 2026) destaca que Portugal continua a oferecer um "desconto relativo" face a Paris, Londres e Nova Iorque em valores por metro quadrado em zonas prime, criando uma equação particularmente interessante para investidores que procuram qualidade equivalente com menor exposição financeira.

Fonte:Idealista

Por que importa

O crescimento de 4% a 5,9% em Lisboa, combinado com o "desconto relativo" face a capitais europeias de referência, cria uma janela de alocação com potencial de valorização e liquidez. Cascais e Algarve oferecem alternativas com perfis de risco/retorno diferenciados — Cascais para quem prioriza localização prime e acesso a lifestyle exclusivo, Algarve para quem busca rendimento de arrendamento turístico. Para o investidor brasileiro de alto padrão, isto significa oportunidade de alocação em ativos com proteção de valor e acesso a experiências de lifestyle de topo.

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